Informalidade responde pela alta no número de empregos criados em 2017

No fechamento do terceiro trimestre de 2017, o número registrado de pessoas ocupadas foi de 91,3 milhões em todo país. Deste número, 22,9 milhões de pessoas trabalhavam por conta própria até o encerramento do terceiro trimestre deste ano. O número de 10,9 milhões de pessoas que trabalhavam sem registro em carteira no setor privado até o fechamento do terceiro trimestre deste ano, também foi levantado pela pesquisa.

O crescimento do número de trabalhadores por conta própria e dos trabalhadores sem registro em carteira no setor privado, representam um crescimento respectivo de 1,8% e 2,7% no fechamento do terceiro trimestre deste ano.

Os dados foram levantados através da pesquisa do PNADC – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgada pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A pesquisa apresentou uma queda na taxa de desocupação de 0,6 ponto percentual equivalente a 12,4% no fechamento do terceiro trimestre. Nesse período de avaliação o rendimento médio real foi de R$ 2,1 mil.

Quando é realizada uma comparação entre o mês de outubro deste ano com o mesmo período em 2016, o aumento no número de trabalhadores por conta própria é de 1,1 milhão e de trabalhadores sem registro em carteira é de 641 mil. Claramente isso aponta para o grau de crescimento da informalidade no país.

De acordo com Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, a redução do emprego formal no mercado de trabalho brasileiro é principalmente negativado pelo fato do crescente número de empregos informais em todo o país nos últimos três anos.

“Na comparação com o mesmo período de 2014, o Brasil perdeu 3,4 milhões de empregos com carteira de trabalho assinada”, enfatiza Azeredo.

Esses números também são expressamente revelados na categoria alojamento e alimentação, que está diretamente relacionado com pessoas que cozinham em casa para poder vender fora informalmente. Essa categoria demonstrou um aumento de 3,4% em comparação com o fechamento do segundo trimestre deste ano. Isso equivale a 175 mil pessoas praticando o mercado informal assiduamente somente neste segmento.

Segundo Azeredo, a relação de aumento na ocupação é proporcional ao aumento da renda no país de 3,9% em comparação com o mesmo período de 2016. “É importante ressaltar essa informação, pois pode haver aumento do emprego e aumento da renda”, explica.