Ipea revela que apenas 28% dos desempregados conseguiram registro em carteira

O Ipea – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, revelou um levantamento de dados onde é apontado que apenas 28% de todos os brasileiros que ficaram desempregados e finalmente conseguiram se recolocar no mercado de trabalho no 2º trimestre do ano, possuem carteira assinada. O levantamento foi realizado a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, feita anualmente pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Dentro desses dados, o levantamento revelou que os trabalhadores que foram demitidos e passaram a ter uma recolocação no mercado, cerca de 43% deles atuam sem carteira assinada. Outros 28% desses trabalhadores estão no mercado atuando por conta própria e apenas 1% desse total virou empregador.

O estudo também revelou que de 1,3 milhão de trabalhadores que voltaram para o mercado, 1 milhão atua agora no mercado informal. Ou seja, uma grande parcela dos trabalhadores que ficaram desempregados viram a solução na forma de seguir por conta própria.

O IBGE destacou em sua pesquisa que o trabalho informal é o grande influenciador na diminuição da taxa de desemprego no Brasil. No mês de julho deste ano, a taxa de desemprego teve uma queda e atingiu os 12,8%, o que representa um total de 13,3 milhões de desempregados.

Mesmo com os dados apontando um forte crescimento do mercado informal, o Ipea ainda insiste que o mercado formal é o que mais emprega pessoas no Brasil. Dentro desta modalidade, o Ipea destacou que são 44 milhões de pessoas trabalhando com carteira assinada em todo o país. Sendo assim, esse número representa uma parcela de 49% dos trabalhadores atuantes em todos os meios de trabalho no Brasil.

“Observa-se que ao longo dos últimos anos, vem crescendo o número de trabalhadores por conta própria enquanto o contingente de empregados no mercado formal mantém-se estável”, revelou o estudo.

Dentre a população ocupada no Brasil, o número de trabalhadores que atuam por conta própria no país aumentou de 22% no ano de 2012, para um total de 25% neste ano. No caso do trabalho formal, houve um ligeiro recuo referente ao mesmo período, indo de 23% para 21%.