Governo brasileiro está otimista com o novo acordo entre o Mercosul e a EU

O governo brasileiro está otimista em relação as negociações de um novo acordo econômico entre o Mercosul e a União Europeia (UE) até o final de 2017. Porém, uma fonte informou à agência Reuters que as negociações acerca dos acesso aos mercados, um dos pontos mais importantes do novo acordo, ainda estão apenas em fase inicial.

Apesar da demora, essa fonte declarou acreditar que o acordo possa ser firmado até o final do ano. Segundo o informante, os negociadores europeus parecem igualmente dispostos a chegar a um consenso, cabendo a eles negociar os fatores ligados a agricultura, um dos maiores entraves atualmente.

Outro tema complicado nas negociações é o que diz respeito a carne e o etanol. Enquanto o assunto é tratado como prioridade pelo Mercosul, a União Europeia reluta em negociar esses produtos no momento. De acordo com a fonte, esse tema só deverá ser discutido após as eleições na Alemanha, que estão marcadas para o final de setembro.

Uma das grandes dificuldades históricas de negociação com os europeus é acerca do setor agrícola, tendo em vista que os países desse continente possuem muitas políticas protecionistas no segmento. Por outro lado, os países do Mercosul tem dificuldade em negociar os produtos manufaturados, nos quais os europeus são eficientes e muito competitivos.

Mesmo com as dificuldades, o clima das negociações é considerado positivo, pois a União Europeia passou a valorizar mais os parceiros sul-americanos desde a eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. Com a chegada de Trump a presidência, o país abandonou acordos com países asiáticos e deixou de priorizar as parcerias econômicas com a União Europeia,  adotando medidas protecionistas.

Já no Mercosul, a mudança no governo da Argentina foi positiva nesse aspecto, tendo em vista que o governo da presidente Cristina Kirchner era o que colocava mais entraves em dar continuidade a esse tipo de negociação com a União Europeia. Com a chegada de Macri no cargo, a posição dos países que fazem parte do grupo se tornaram mais parecidas, o que auxiliou para o avanço das negociações de um novo acordo comercial muito mais abrangente.