Corte nos recursos do PAC podem comprometer o programa Minha Casa, Minha Vida

 

Apresentando vários cortes nos recursos e também nos gastos, o governo federal em 2017, baixou os investimentos feitos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) ao menor valor desde que foi lançado, há mais de oito anos.

Esse programa, que foi criado na época em que o presidente da república era Luiz Inácio Lula da Silva, consiste em alguns investimentos da área pública no setor de infraestrutura, como obras em ferrovias, rodovias, habitação e energia elétrica, estão sendo limitados realizados nos últimos anos através do PAC.

Para o ano de 2017, o orçamento para o PAC que teve a aprovação do Congresso, foi de R$ 36,07 bilhões. Devido à queda da arrecadação esperada pelo governo, ele acabou fazendo um bloqueio das despesas e diminuiu os recursos do PAC em 45%. Esse programa na última revisão do orçamento deixou de ter investimentos no total de R$ 7,48 bilhões.

Os programas do governo como o  Minha Casa, Minha Vida , devem sofrer com esses cortes, atingindo ainda mais o setor da construção civil. Mas para alguns especialistas, esses cortes podem gerar mais parcerias com empresas privadas.

O Ministério do Planejamento declarou, que não há uma estimativa de que o replanejamento dos recursos desse programa possam prejudicar os projetos, e que as obras que já foram iniciadas, podem receber alguns recursos nos próximos meses.

Dyogo Oliveira, que é o ministro do Planejamento, já havia comunicado em julho, que parte do orçamento desse ano do PAC, poderia ser restabelecido. Mas para que isso aconteça, novas receitas terão que ser alcançadas ou então ter a elevação do teto para o déficit das contas públicas, que já está em cerca de quase cento e quarenta bilhões.

Segundo Raul Velloso, que é economista, o anúncio da equipe econômica sobre a revisão da meta desse ano, anunciando o aumento do rombo fiscal, vai acabar não liberando mais verbas para os gastos com os programas do PAC. Isso vai fazer com que os investimentos continuem reduzidos nesse setor.

José Carlos Martins, que é o presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), acredita que com esses cortes, obras que iriam ser retomadas, algumas delas irão continuar paradas, afetando o programa Minha Casa, Minha Vida.