GLP sofre um novo reajuste com aumento no início do mês de agosto de 2017

 

O Gás Liquefeito de Petróleo – GLP – comumente chamado de gás de cozinha, sofreu mais um reajuste com alta de preço de 6,9%. O anúncio foi feito pela Petrobras no dia 4 de agosto de 2017, sendo que este novo aumento é para os botijões de gás comercializados até 13 kg.

Em média o preço do botijão de gás de 13 kg está entre R$ 52,00 e R$ 57,00 em várias regiões do país, sendo esse aumento repassado para o consumidor final com 2,2% na hora da compra, ou seja, uma alta de R$ 1,29. Segundo a Agência Nacional de Petróleo – ANP – esses preços tendem a variar conforme o ponto de venda. Em alguns lugares o valor do botijão de 13 kg pode chegar a R$ 80,00 devido ao reajuste.

A justificativa para esse aumento segundo a Petrobras, é devido a medidas tomadas no dia 7 de junho de 2017, onde uma nova política de preços deve promover novos reajustes para os combustíveis. Essas mudanças no preço tende a acontecer com mais frequência, com previsões para ocorrerem todos os meses devido a cotações no mercado de câmbio. O novo reajuste já está valendo e não está relacionado com aumentos de impostos e sim diretamente sobre o valor do produto.

“Como a lei brasileira garante liberdade de preço no mercado de combustível e derivados, as revisões feitas nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Isso dependerá de repasses feitos especialmente por distribuidoras e revendedores”, disse a companhia em nota.

Também no início do mês de agosto a Petrobras fez um reajuste de 8% no preço do GLP para recipientes maiores que 13 kg, geralmente mais utilizados em comércios, restaurantes e na indústria. Essa política implantada no mês de junho de 2017, é devido a orientações do Conselho Nacional de Política Energética – CNPE, que determina a variação no preço do GLP de 13 kg ser menor do que dos industriais.

“Isso desestimula o investimento em infraestrutura e penaliza o consumidor industrial, que já está sofrendo com a crise econômica”, diz Sérgio Bandeira de Mello, presidente do Sindigás.