Em julho deste ano, expectativa dos consumidores teve queda, diz CNI

A realidade em que nós, brasileiros, vivemos, é quase que indiscutivelmente pouco indicativa de alguma melhora a curto prazo. E isso, obviamente, tende a implicar numa baixa confiança em relação a uma série de questões envolvendo economia. Ao menos, é essa a questão em relação ao consumo, de forma geral, em todo o país. É que a confiança dos consumidores novamente caiu, quando no mês de julho deste ano, 2017. Os dados foram divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), portanto, são confiáveis.

Em mais detalhes, trata-se o aqui nada menos do que o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), que foi divulgado dia 28 de julho de 2017, uma sexta-feira. E segundo o mesmo, houve um recuo de 1% na confiança dos consumidores, quando comparada a mesma ao resultado encontrado no mês anterior, atingindo assim os 99,5 pontos.

Quanto à piora em si, pode-se dizer que ela se deu de forma bem generalizada, valendo então dizer-se que é comum a todos os brasileiros essa percepção negativa, um estado menor otimismo em relação a tudo o que envolve seja emprego, seja renda, compras futuras ou inflação.

E como é de costume, também comparou-se o Inec de julho deste ano com a do mesmo mês no ano passado, 2016. Então, nesse confronto, percebeu-se uma diminuição do referido índice, que foi de exatos 1,7%. Concluiu-se, inclusive, que o Inec ficou abaixo, em 8,2%, à média histórica, com seus 108,4 pontos.

A consequência disso, mais do que óbvia, é a de que, ao sentirem-se menos confiantes, os consumidores têm a tendência natural de diminuírem o número de compras, e então, por consequência, busquem mesmo é recompor suas reservas financeiras. Esse fenômeno, Marcelo Azevedo, que é economista da CNI procura explicar melhor. Segundo o especialista, por meio da nota que foi divulgada pela Confederação em questão, à medida em que há uma retração da demanda, as dificuldades de recuperação, seja da atividade, seja da economia, consequentemente aumentam, sendo assim uma proporção inversa.

Pode-se dizer também, após a verificação, que todos os indicadores de expectativas apresentaram uma queda, durante o mês de julho de 2017, sendo a de maior destaque, num sentido negativo, é claro, a perspectiva sobre o emprego, que apresentou um recuo de 5,2% ante o mês anterior. Já quanto ao índice que mensura a expectativa de inflação, esse caiu menos, 1,5%, nesse mesmo período tratado aqui.

Sobre o Inec, por fim, é importante pontuar que ele é resultado de uma parceria com o Ibope Inteligência. Também faz-se imprescindível observar, sobre a edição de julho aqui esmiuçada, que foram ouvidas 2 mil pessoas ao todo, para sua feitura, distribuídos entre 125 municípios brasileiros; e, além disso, que durou o processo de entrevistas apenas três dias, de 13 a 16 de julho.