IBGE aponta 683 mil demissões na construção civil, apesar de indústria e comércio crescerem

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Um fato é que nos encontramos, enquanto país, vivenciando uma recessão econômica histórica. Sim, a crise existe, e está visível para todos, já que muitos a perceberam, inclusive, da pior forma possível: com uma demissão. E como, durante tal situação, a tendência do nosso Brasil é não conseguir crescer o quanto poderia, também não haverá tanta demanda para o setor da construção civil, que então, dada a situação negativa, teve de cortar nada menos que 683 mil postos de trabalho, e isso no período de apenas um ano.

Os dados vieram de fonte se considera confiável, já que são os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, conhecida como ‘Pnad Contínua’. Mais detalhadamente, sobre essa pesquisa em si, foi ela iniciada ainda durante o ano de 2012, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mais conhecido por sua gila ‘IBGE’.

Esmiuçando os tais dados, que são de causar lamento a todo o povo brasileiro, ciente da importância da construção civil e do mal que é o desemprego, vê-se que o encolhimento no total de ocupados, nessa atividade em específico, foi de exatos 9,2%, durante o segundo trimestre deste ano 2017, quando comparado o resultado com aquele que se teve no período equivalente do ano passado, 2016. Os dados todos, vale pontuar, foram divulgados pelo IBGE, como era de se esperar, já pro final de julho, uma sexta-feira, 28.

Infelizmente, a notícia ruim não para por aí, não. Durante o período aqui tratado, também aconteceram os lastimáveis cortes de vagas em outras atividades. Como exemplos, temos os cortes de vagas na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, totalizando assim, um recuo de 8,1% no total de ocupados, que em números reais, equivaleu a -765 mil empregados. Já em relação à administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, a queda, apesar de também lamentável, se deu em bem menor proporção, 1,3%. Essa porcentagem em específico, sendo mais preciso, quer dizer que são, ao todo, -206 mil vagas. Sem contar serviços domésticos, setor em que foram contabilizados um total de -183 mil empregados, no período, sendo assim, em relação ao total de ocupados, uma redução de 2,9%.

Todavia, muitas vezes que as notícias parecem todas negativas, aparece dentre elas uma positiva. E parece ser esse o caso da indústria, que mostrou-se oposta a essa tendência, já que, ao invés de cortar vagas, criou mais 94 mil, e isso durante um ano inteiro. A alta vale ser comemorada, ainda que, no segundo trimestre de 2017, tenha sido de apenas 0,8% no total de ocupados no setor, em comparativo com o trimestre equivalente em 2016. Por fim, há o setor do comércio, também positivo, já que contratou 8 mil empregados. Nesse caso, dizemos que manteve-se numa estabilidade do seu contingente de empregados.