Governo norueguês é acionista majoritário de mineradora acusada pelo MPF

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Responsável por várias críticas ao Brasil em relação as políticas adotadas ao meio ambiente, o governo da Noruega é o maior acionista de uma mineradora chamada Hydro, denunciada pelo MPF (Ministério Público Federal) do Pará e que possui quase dois mil processos judiciais devido a poluição  de rios  e também de comunidades da cidade de Barcarena (PA), localizada em um dos locais mais poluídos da floresta Amazônica.

Além de todas essas ações, a mineradora até o momento não pagou as multas dadas pelo Ibama, no valor de R$ 17 milhões, devido a um transbordamento de lama tóxica, em rios da região amazônica, em 2009, por uma de suas subsidiárias. Esse grave acidente colocou os habitantes do local em risco, causou a mortalidade de peixes e também uma significativa destruição da biodiversidade do local.

O governo norueguês possui 34,3% das ações da enorme produtora de alumínio mundial, e ganhou destaque mundial criticando publicamente, o crescimento do desmatamento na região amazônica. Isso ocasionou um certo constrangimento, já que era a primeira viagem oficial do presidente Temer ao país, na mesma ocasião em que era anunciado, o corte de cerca de R$ 200 milhões do dinheiro que o governo norueguês, manda para o Fundo Amazônia, que tem como objetivo a preservação ambiental da região.

O Laboratório de Química Analítica e Ambiental da UFPA (Universidade Federal do Pará), realizou testes que mostraram que a cada cinco moradores, de locais onde as empresas norueguesas são acusadas, um apresenta contaminação por chumbo, com uma concentração sete vezes maior em relação a média mundial.

Alguns dos problemas causados pela contaminação de chumbo no organismo, estão as doenças respiratórias e no sistema nervoso, doenças no coração e consequências sérias no desenvolvimento cognitivo em crianças mais jovens, afirma o MPF.

O Ministério do Comércio, Indústria e Pesca do Brasil, declarou em reportagem, que como o governo norueguês sendo acionista de várias empresas, ele tem responsabilidade social corporativa dessas empresas, sendo que uma delas, está relacionada com questões ambientais. As multas dadas pelo Ibama, não foram comentadas de forma direta pela assessoria do ministério, alegando que a empresa procurou dificultar a ação do poder público, em relação às fiscalizações dos locais onde aconteceram esses problemas ambientais, localizados em áreas da empresa.

O governo norueguês alega que a responsabilidade social, é o ponto principal da negociação entre o ministério e a empresa, afirmando ainda, que ficou sabendo das consequências do que aconteceu em 2009, juntamente com os outros acionistas, através dos relatórios anuais da empresa.

Apesar disso, a empresa questionou os índices de contaminação encontrados na cidade, negando a responsabilidade. Ainda afirmou que está investindo em soluções e que há um diálogo com as comunidades, alegando ainda, que a causa do vazamento de rejeitos em 2009, aconteceu devido as fortes chuvas.

Em Brasília, a embaixada da Noruega não comentou o caso.